segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Surf: Kelly Slater: dez momentos épicos na carreira do decacampeão mundial


Confira algumas das melhores vitórias e piores derrotas do americano

Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro
Kelly Slater decacampeão mundial Porto Rico
Único decacampeão do surfe, o americano Kelly Slater guarda muitas boas e poucas más lembranças em 20 anos no Circuito Mundial. Confira dez delas, entre vitórias e derrotas:
Pipeline -1992 - a primeira vitória no Havaí
A vitória em Pipeline-2002 é uma das preferidas de Kelly Slater. Ele chegou ao Havaí com sua primeira taça do Circuito Mundial na bagagem - tinha sido campeão antecipado no Brasil, nas oitavas de final. Onda dos sonhos, Pipe fechou com estilo a temporada de estreia do surfista na elite. E isso depois de ter se classificado com apenas a penúltima das 45 vagas. Na final, derrotou dois havaianos - Sunny Garcia e Liam MacNamara - e o australiano Barton Lynch.
Pipeline-1995 - vitória e ‘hang five’ contra o amigo Machado nas semifinais
surfe  Rob Machado e Kelly Slater pipeline 1995Machado na onda e, depois, cumprimentando Slater
Reprodução da revista Classic Surfing / Wilnott
Slater diz que foi em Pipe-1995 que ele aprendeu o que realmente era lutar por um título mundial. Três surfistas chegaram ao Havaí com chances de serem campeões: Sunny Garcia, em casa, liderava; Rob Machado era o segundo, e Slater, o terceiro. Machado só precisava derrotar Slater nas semifinais. Após uma onda, o  cabeludo ganhou um “hang five” do amigo. A batida de mãos acabou sendo a senha para a vitória. Kelly virou com 29,70 pontos - em 30 possíveis. Machado, com 27,30, teria vencido qualquer outra bateria naquele ano. Na decisão, Slater garantiu o terceiro título mundial ao bater Mark Occhilupo.

Pipeline-2003 - derrota na final para Irons
Andy Irons e Kelly Slater Pipeline 2003
O duelo mais famoso entre Kelly Slater e Andy Irons. As ondas havaianas decidiriam, na última bateria, o título da temporada. Há quem diga que Andy, campeão do mundo em 2002, vomitou e teve câimbras na véspera. Kelly conta que, antes de entrar na água, fez um pedido de “paz” ao adversário, dizendo que o resultado não importava. Não foi bem como ele queria. Slater saiu de cabeça baixa; Irons, carregado pelos amigos. Era o bicampeonato do havaiano.
 

Teahupoo-2005 - duas notas 10 na decisão e tubo com lata de cerveja na boca
Surfe Kelly Slater Mundial Taiti 2005
Duas notas dez em uma final, feito inédito e único na história do Circuito Mundial. Foi em Teahupoo, no Taiti, em 2005, contra o amigo americano Damien Hogbood, que acabou se machucando na bateria – deslocou o ombro. Slater chegou à perfeição e comemorou com mais um tubo, dessa vez bebendo cerveja.
J-Bay-2005 - vitória de virada na final contra Andy Irons
Surfe Kelly Slater e Andy Irons Mundial Jeffreys Bay 2005


























Rumo ao heptacampeonato, Kelly Slater derrotou Andy Irons com uma onda nos últimos minutos em Jeffreys Bay. O havaiano, que liderava a bateria, já tinha saído da água, pouco antes de o cronômetro zerar. Assistiu, da areia, à virada. Frustrado, caminhou da beira da praia ao palanque. Exibia o mais gelado dos olhares e só conseguiu disfarçá-lo no alto do pódio, quando deu champanhe a Slater. Na penúltima etapa da temporada, Slater faturou o hepta mundial por antecipação, no Brasil

Pipeline 2006 - derrota na final para Andy Irons
Andy Irons Pipeline 2006
O octa mundial veio por antecipação, em Mundaka, em 2006. O americano, então, desistiu da etapa brasileira e partiu direto para o Havaí. Tudo parecia perfeito. Slater chegou à final, onde enfrentaria não só Irons, mas também os amigos americanos Cory Lopez e Rob Machado. Kelly saiu na frente, mas, a dez minutos do fim, Andy começou a reação e virou com 9,87 e uma nota 10 com um belo tubo em Backdoor. O americano ficou em combinação - precisando de duas ondas para virar a bateria.

Trestles-2008 - virada nos minutos finais, contra o Taj Burrow
Kelly Slater virada Trestles 2008
Em 2007, Slater viu o título mundial de Mick Fanning. Em 2008, entrou de cabeça na briga. Começou bem a temporada e, em setembro, mostrou que o nono título era questão de tempo. Depois de estar em combinação - situação mais adversa para um surfista -, Slater virou a bateria contra o australiano Taj Burrow com nota 9,27 a 1m07 do fim. Não apenas garantiu o tri  da etapa - somando, na época, 39 triunfos na carreira -, como deu um grande passo para a conquista o nono caneco do Mundial.

França-2008 - derrota para zebra, e eneacampeonato adiado
surfe kelly slater frança 2008


























Só a vitória na França interessava a Slater, que já tinha vencido cinco vezes em sete etapas naquela temporada. Viu, porém, o eneacampeonato se afastar, pelas mãos de Adrian Buchan. O australiano venceu na final e conquistou uma etapa pela primeira vez na carreira. O aussie, com 8,17 e 7,57, deixou o americano precisando de 9,07. Slater diminuiu a diferença com um 8,43 e buscava 7,31. Chegou a tirar 6,73 a três minutos do fim da bateria. A decisão do título foi adiada para Mundaka. No País Basco, ergueu o caneco.
Pipeline-2008 - hexa da etapa após 8 anos de frustrações no Havaí

Slater foi à decisão contra o também americano Chris Ward e quebrou um jejum de oito anos sem títulos em Pipeline, a etapa mais famosa do Circuito Mundial (WCT). Foi seu 40º triunfo na carreira. Naquele dia, as cristalinas ondas havaianas tinham cor marrom, efeito de algas.
kelly slater pipeline 2008

Porto Rico 2010 - nota 10 e decacampeonato
O decacampeonato mundial estava perto, e foi assegurado com uma vitória de gala sobre Adriano de Souza, o Mineirinho, nas quartas de final em Porto Rico. Mas Slater queria mais. Ele queria fechar o dez com um dez. Ele veio em uma onda perfeita na final, contra o australiano Bede Durbidge. Taça da etapa, 45ª vitória na carreira.
Surfe Kelly Slater Porto Rico

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