Confira algumas das melhores vitórias e piores derrotas do americano
Único decacampeão do surfe, o americano Kelly Slater guarda muitas boas e poucas más lembranças em 20 anos no Circuito Mundial. Confira dez delas, entre vitórias e derrotas:
Pipeline -1992 - a primeira vitória no Havaí
A vitória em Pipeline-2002 é uma das preferidas de Kelly Slater. Ele chegou ao Havaí com sua primeira taça do Circuito Mundial na bagagem - tinha sido campeão antecipado no Brasil, nas oitavas de final. Onda dos sonhos, Pipe fechou com estilo a temporada de estreia do surfista na elite. E isso depois de ter se classificado com apenas a penúltima das 45 vagas. Na final, derrotou dois havaianos - Sunny Garcia e Liam MacNamara - e o australiano Barton Lynch.
Pipeline-1995 - vitória e ‘hang five’ contra o amigo Machado nas semifinais
Slater diz que foi em Pipe-1995 que ele aprendeu o que realmente era lutar por um título mundial. Três surfistas chegaram ao Havaí com chances de serem campeões: Sunny Garcia, em casa, liderava; Rob Machado era o segundo, e Slater, o terceiro. Machado só precisava derrotar Slater nas semifinais. Após uma onda, o cabeludo ganhou um “hang five” do amigo. A batida de mãos acabou sendo a senha para a vitória. Kelly virou com 29,70 pontos - em 30 possíveis. Machado, com 27,30, teria vencido qualquer outra bateria naquele ano. Na decisão, Slater garantiu o terceiro título mundial ao bater Mark Occhilupo.
Pipeline-2003 - derrota na final para Irons
O duelo mais famoso entre Kelly Slater e Andy Irons. As ondas havaianas decidiriam, na última bateria, o título da temporada. Há quem diga que Andy, campeão do mundo em 2002, vomitou e teve câimbras na véspera. Kelly conta que, antes de entrar na água, fez um pedido de “paz” ao adversário, dizendo que o resultado não importava. Não foi bem como ele queria. Slater saiu de cabeça baixa; Irons, carregado pelos amigos. Era o bicampeonato do havaiano.
Teahupoo-2005 - duas notas 10 na decisão e tubo com lata de cerveja na boca
Duas notas dez em uma final, feito inédito e único na história do Circuito Mundial. Foi em Teahupoo, no Taiti, em 2005, contra o amigo americano Damien Hogbood, que acabou se machucando na bateria – deslocou o ombro. Slater chegou à perfeição e comemorou com mais um tubo, dessa vez bebendo cerveja.
J-Bay-2005 - vitória de virada na final contra Andy Irons
Rumo ao heptacampeonato, Kelly Slater derrotou Andy Irons com uma onda nos últimos minutos em Jeffreys Bay. O havaiano, que liderava a bateria, já tinha saído da água, pouco antes de o cronômetro zerar. Assistiu, da areia, à virada. Frustrado, caminhou da beira da praia ao palanque. Exibia o mais gelado dos olhares e só conseguiu disfarçá-lo no alto do pódio, quando deu champanhe a Slater. Na penúltima etapa da temporada, Slater faturou o hepta mundial por antecipação, no Brasil
Pipeline 2006 - derrota na final para Andy Irons
O octa mundial veio por antecipação, em Mundaka, em 2006. O americano, então, desistiu da etapa brasileira e partiu direto para o Havaí. Tudo parecia perfeito. Slater chegou à final, onde enfrentaria não só Irons, mas também os amigos americanos Cory Lopez e Rob Machado. Kelly saiu na frente, mas, a dez minutos do fim, Andy começou a reação e virou com 9,87 e uma nota 10 com um belo tubo em Backdoor. O americano ficou em combinação - precisando de duas ondas para virar a bateria.
Trestles-2008 - virada nos minutos finais, contra o Taj Burrow
Em 2007, Slater viu o título mundial de Mick Fanning. Em 2008, entrou de cabeça na briga. Começou bem a temporada e, em setembro, mostrou que o nono título era questão de tempo. Depois de estar em combinação - situação mais adversa para um surfista -, Slater virou a bateria contra o australiano Taj Burrow com nota 9,27 a 1m07 do fim. Não apenas garantiu o tri da etapa - somando, na época, 39 triunfos na carreira -, como deu um grande passo para a conquista o nono caneco do Mundial.
França-2008 - derrota para zebra, e eneacampeonato adiado
Só a vitória na França interessava a Slater, que já tinha vencido cinco vezes em sete etapas naquela temporada. Viu, porém, o eneacampeonato se afastar, pelas mãos de Adrian Buchan. O australiano venceu na final e conquistou uma etapa pela primeira vez na carreira. O aussie, com 8,17 e 7,57, deixou o americano precisando de 9,07. Slater diminuiu a diferença com um 8,43 e buscava 7,31. Chegou a tirar 6,73 a três minutos do fim da bateria. A decisão do título foi adiada para Mundaka. No País Basco, ergueu o caneco.
Pipeline-2008 - hexa da etapa após 8 anos de frustrações no Havaí
Slater foi à decisão contra o também americano Chris Ward e quebrou um jejum de oito anos sem títulos em Pipeline, a etapa mais famosa do Circuito Mundial (WCT). Foi seu 40º triunfo na carreira. Naquele dia, as cristalinas ondas havaianas tinham cor marrom, efeito de algas.
Slater foi à decisão contra o também americano Chris Ward e quebrou um jejum de oito anos sem títulos em Pipeline, a etapa mais famosa do Circuito Mundial (WCT). Foi seu 40º triunfo na carreira. Naquele dia, as cristalinas ondas havaianas tinham cor marrom, efeito de algas.
Porto Rico 2010 - nota 10 e decacampeonato
O decacampeonato mundial estava perto, e foi assegurado com uma vitória de gala sobre Adriano de Souza, o Mineirinho, nas quartas de final em Porto Rico. Mas Slater queria mais. Ele queria fechar o dez com um dez. Ele veio em uma onda perfeita na final, contra o australiano Bede Durbidge. Taça da etapa, 45ª vitória na carreira.
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